Classes de agressividade
e propriedades do concreto

Pedro // 06 de setembro de 2019 // 14:26

 

Este artigo pretende abordar o conceito de durabilidade em estruturas de concreto, relacionando-o com as classes de agressividade e limites de propriedades de acordo com a ABNT NBT 6118: Projeto de Estruturas de Concreto –Procedimento. 

Introdução

De acordo com a ABNT NBR 6118:2014 – Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento, as estruturas devem ser projetadas para, além de resistir aos esforços, apresentarem uma boa durabilidade. 

“Durabilidade: Consiste na capacidade de a estrutura resistir às influências ambientais previstas e definidas em conjunto pelo autor do projeto estrutural e pelo contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto.”(ABNT NBR 6118:2014). 

Como parâmetro para previsão de durabilidade da estrutura, deve-se considerar o ambiente que ela está inserida. 

Desta forma, a determinação da Classe de Agressividade Ambiental, é o primeiro passo para garantir uma boa vida útil da estrutura.

Classe de agressividade ambiental

A classe de agressividade ambiental relaciona parâmetros físico e químicos que atuam sobre as estruturas de concreto. 

Ações mecânicas, de origem térmica, ou variações volumétricas, como retração e dilatação não estão relacionadas com esta classificação. 

A tabela 6.1 da NBR 6118, indica a classe de agressividade ambiental (variando de I – Fraca até IV – Muito forte), que deve ser considerada pelo projetista:

Classes de agressividade e propriedades do concreto

Correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do concreto

A tabela 7.1 da NBR 6118 relaciona os valores máximos de relação água/cimento e mínimos de Fck a serem utilizados, de acordo com a classe de agressividade. 

Estes fatores tem a seguinte influência na durabilidade da estrutura:

1. Relação água/cimento

Quanto maior a relação água/cimento, maior a quantidade de água no concreto, e maior sua porosidade. 

Com elevada porosidade, é mais rápido o ataque de agentes nocivos ao concreto, como cloretos e gás carbônico.

2. Fck

Com um maior Fck, o concreto tende a ter mais cimento (maior alcalinidade, que protege as armaduras) e também a ser menos poroso. 

Essas características dificultam o ataque de agentes nocivos.

Como utilizar uma classe mais branda sem fugir da norma?

Partindo do principio que a Engenharia deve ser um meio termo entre segurança e economia, podemos utilizar alguns quesitos da NBR 6118 para considerar uma classe de agressividade menor, o que exigirá menos recursos financeiros na execução da obra:

1. Ambientes internos secos ou revestidos com argamassa e pintura

Conforme o item “a”, da tabela 6.1, podemos admitir uma classe mais branda, para o caso de ambientes internos secos, ou ambientes revestidos com argamassa e pintura. 

Este item é muito importante, pois engloba grande parte das construções tradicionais.

2. Regiões de clima seco

De acordo com o item “b”, da tabela 6.1, podemos admitir uma classe de agressividade menor, para umidades médias relativas do ar menor ou igual a 65%, partes da estrutura protegidas de chuva em ambientes predominantemente secos ou regiões onde raramente chove.

Exemplos práticos

As duas imagens a seguir apresentam os dois extremos: Uma casa em zona rural, onde praticamente não há poluição (Classe I – Fraca), e uma ponte em zona sujeita a respingos de maré (Classe IV – Muito Forte)

 

Considerações finais

É fundamental se manter atento aos requisitos mínimos de durabilidade, para que a estrutura projetada consiga atingir sua vida útil!

E se você está iniciando a sua carreira na construção civil e ainda não sente segurança, da uma olhada nesse treinamento que elaboramos para você!

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Pedro Furlanetto

Engenheiro civil e fiscal de obras
Especialista em Eng. Diagnóstica
Diretor Técnico na Neo Ipsum

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